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Direitos das mulheres com câncer de mama

14 outubro 2016comente
O câncer de mama é uma doença que pode atingir homens e mulheres, porém costuma predominar no público feminino com mais de 40 anos. A doença tem tratamento e, principalmente quando descoberta no começo, as chances de recuperação são grandes.
Apesar de o tratamento ser disponibilizado na rede pública, quem possui plano de saúde, pode fazer desde o diagnóstico até o tratamento com a cobertura do plano.




O que determina a ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar determina que os planos de saúde devem oferecer um rol mínimo de atendimento a seus pacientes. Dentre esses está o diagnóstico a tratamento do câncer de mama, incluindo diversos procedimentos, como exames, consultas e cirurgias.

É preciso ficar atento para que não haja confusão porque existem diferentes modalidades de planos comercializados e cada um contempla um tipo de atendimento. Assim, se o plano for ambulatorial, dará direito a atendimento de consultas e exames, já o plano hospitalar cobre apenas internações.

Portanto, por mais que a ANS determine os procedimentos mínimos, você deve se atentar para que o seu plano contemple determinado tipo de cobertura. Se ela estiver inclusa, o plano não pode se negar a atender.

Procedimentos cobertos pelos planos

Se uma pessoa possui um plano referência, que inclui atendimento hospitalar e ambulatorial, ela terá praticamente todos os recursos que precisa para diagnosticar e tratar o câncer de mama. Os procedimentos são diversos, por isso fique atento ao que o plano contempla e assim realizar o tratamento.

Quimioterapia oral: é bastante comum os pacientes com câncer utilizarem esse recurso para estagnar o tamanho do tumor ou até mesmo revertê-lo. O plano deve fornecer o medicamento para que seja realizado o tratamento domiciliar, além do acompanhamento. Porém, fica a critério de cada operadora a forma de distribuição do medicamento.

Exames: para acompanhar a evolução da doença e a fim de que o tratamento seja o mais adequado possível, exames de sangue e imagem devem ser disponibilizados. Fica a critério do médico solicitar os exames que entenda ser necessário para um bom diagnóstico e acompanhamento.

Medicamentos para reações adversas: a quimioterapia pode provocar diversas reações adversas por ser bastante forte. Nesse caso, se elas surgirem, o plano também deve disponibilizar os recursos necessários para minimizar essas reações e proporcionar uma melhor qualidade de vida ao paciente.



Cirurgias: a cirurgia para a retirada do tumor também faz parte das coberturas do plano de saúde. Nesse caso, desde que se tenha atendimento hospitalar, não apenas a cirurgia deve estar inclusa como também a internação e cuidados após a operação.

Reconstrução da mama: em casos em que seja necessário retirar a mama, a reconstrução fica a cargo da operadora. Nesse caso, deve ser contemplada não apenas a cirurgia, mas também a prótese, afinal, não se trata de um procedimentos estético, mas sim de uma reparação em caso de doença.

Todos esses direitos devem ser cumpridos e, caso a operadora se recuse a atender uma paciente que tem direito ao procedimento, a ANS pode ser acionada. Assim, se fará valer os direitos e a paciente poderá ter um tratamento de excelência. Faça valer seus direitos e compartilhe com outras pessoas!

Guest post por Sanaira Silveira